11 de agosto de 2008
Consumo da música eletrônica
Antigamente, para se manter atualizado, era preciso escutar bastante rádio. A música eletrônica tinha seus diferentes estilos, mas nunca teve tantas subcategorias como hoje. São tantas divisões e novos produtores, que ficou impossível ter todos os lançamentos tocados nas rádios.
A grande saída para estar sempre por dentro do campo da música eletrônica é sair bastante e escutar o que os DJ’s estão tocando por aí. Tirando os programas de qualidade, as rádios nem sempre foram o grande modelo de música boa, vêm cada vez mais tratando a música como produto, e não como uma arte.
Com o avanço da tecnologia, não foi difícil a internet virar o principal meio para se descobrir artistas de todo o mundo. Assim, as pessoas passaram a pesquisar mais sobre seus artistas preferidos e escutar músicas novas a cada minuto. O mercado fonográfico voltou-se para a venda digital por meio de grandes portais, como Itunes e Beatport. Com isso, a necessidade de comprar um álbum inteiro só para ouvir duas ou três músicas preferidas ficou para trás. Hoje é possível escolher apenas a música que deseja comprar.
Com toda essa facilidade de acesso à música, acredito que as pessoas passam a ser menos manipuladas por produtos lançados em rádios e a ficarem mais abertas para o que é novo, tornando o consumo da música em geral voltado aos Ipods e mp3 players.
Alexandre Savino é coordenador de cursos do Instituto de Música Eletrônica Dub Music.
Mais informações:
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